Lost star - Misty's Diary

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Lost star - Misty's Diary

Mensagem por Misty M. Campbell em Sex Jun 12, 2015 8:40 pm

Misty's Diary

Please don't see just a girl caught up in dreams and fantasies please see me reaching out for someone I can't see

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Re: Lost star - Misty's Diary

Mensagem por Misty M. Campbell em Sex Jun 12, 2015 9:55 pm

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Please don't see Just a boy caught up in dreams and fantasies Please see me Reaching out for someone I can't see
Se você estiver curioso sobre o porque de eu estar escrevendo sobre minha vida em um caderninho que poderia ser facilmente roubado por outras pessoas e por vezes todos os meus segredos e pensamentos estranhos revelados entenda que para começar eu nunca fui o tipo de pessoa que gosta de expor sua vida de tal maneira, mas algumas vezes na vida ouvi dizer que desabafar com um amigo aliviava todos os pensamentos ruins que rondavam sua mente, e no momento meus únicos amigos são uma caneta e um pedaço de papel.
Tudo começou em mais uma dessas festas onde jovens se embebedam e logo se tornam imprudentes, "mamãe" e "papai" se conheceram lá, e bem, nove meses depois vocês já imaginam o mais belo resultado dessa noite: eu. Como ainda eram jovens meus pais eram totalmente irresponsáveis, quando atingi meus cinco anos eles já me deixavam trancada em casa para irem para suas festinhas que duravam até o outro dia, em um desses eventos a vizinha que já não simpatizava muito com eles chamou a polícia, e eu acabei indo para o abrigo, o que com certeza não é o lugar que qualquer criança ou adulto que fosse gostaria de morar.
Quando você pensa em um abrigo logo vem a ideia de um lugar onde crianças e adolescentes que foram abandonados se reúnem e uns ajudam os outros como se fossem uma família, se você pensa isso talvez esteja assistindo muita tevê e vivenciando menos como a vida realmente é. As crianças que sofreram traumas normalmente se dividem em dois grupos: as que se encolhem e sofrem caladas, e claro o outro grupo composto de pessoas que preferem muito mais descontarem tudo que passaram nos outros, acredite ou não a maioria das crianças do abrigo se encaixavam no segundo caso.
Por eu ser mestiça as provocações eram mais cruéis do que com os outros órfãos, as agressões passavam de apenas psicológicas para físicas e como o investimento naquele lugar era realmente baixo não tínhamos monitores o suficiente para saberem sobre tudo de ruim que acontecia lá.
Quando me tornei mais velha(cerca de dezesseis anos), já cansada de toda aquela exaustão psicológica e física e então eu reagi e no final em um 1:6 minha vitória estava um tanto como impossível, portanto como punição eles me jogaram em um rio que ficava aos arredores do abrigo e juntos riam enquanto meu corpo afundava cada vez mais. Mesmo dentro da água ouvia a voz irritante e o palavreado cheio de gírias de um deles dizendo para retornarem pro abrigo já que eu não estava retornando e não queria receber a culpa por minha morte. Meu sangue ferveu, e embora eu nunca tivesse tido um contato com a água da forma que estava tendo agora meu corpo parecia projetado para colaborar com ela e assim eu começava a boiar, quando pessoas se afogam elas costumam sentir a água contra elas, no meu caso a água parecia uma velha e fiel amiga, era como se eu não pertencesse a nenhum lugar além daquele rio.
Quando retornei à terra senti minha respiração falhar por uns momentos, até quando ela se tornou estável e eu olhei os dois caminhos que eu tinha de escolher: a volta ao abrigo e aos meus "amigos", ou ir para um destino incerto onde minha única garantia era a de liberdade, que até mesmo poderia ser interrompida caso eu fosse presa. Embora ambas as opções não fossem muito atrativas como a boa aventureira que sou optei pela segunda.
Chegando a cidade eu comecei a trabalhar como dançarina, quando você fica por anos tendo várias horas do dia vagas então você tem que encontrar algo para se entreter, e no abrigo tudo o que eu tinha era a dança.
Já fazem cinco anos desde minha vinda à cidade, minha situação financeira está estabilizada e como terminei minha faculdade de Artes cênicas comecei a fazer psicologia, embora seja estranho e por vezes louco eu queria poder entender porque a água tinha um efeito tão forte em mim tal como a cor azul.
Bem, é isso, sendo sincera para estar conversando com um papel eu até que falei demais, espero que assim as coisas se tornem mais fáceis, ou que talvez no futuro eu faça que nem aquelas cenas típicas onde anos depois a pessoa pega um de seus velhos diários e comece a ler as páginas com um sentimento de nostalgia e superação.

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